Numa sexta-feira, depois do happy hour, resolvemos esticar a noite e ligamos para um colega que nos chamou para continuar a beber no bar próximo à casa dele. Chegando lá, à primeira vista era um bar como todos os outros, mas bastou entrar para perceber que era um bar fascista.
Não faltavam objetos, quadros e frases que faziam referência ao Duce e ao fascismo. Recortes de jornais da época, bandeiras e frases provocativas ao vermelho dos comunistas completavam a decoração.
O nome do bar é uma alusão aos recrutas nascidos em 1924 que lutaram na Segunda Guerra, e que fizeram parte da última tropa de Alpinos a se render com o final da guerra – apesar da rendição do exército italiano, essa divisão ainda continuou lutando por mais de 10 dias.
Comentei com esse colega que mora ali perto como era estranho encontrar um lugar assim, ainda mais depois de ver que na Alemanha qualquer reverência ou exaltação ao nazismo é absolutamente proibida por lei e recusada pela sociedade. E ele disse que mesmo sendo comunista não se importa de estar num lugar assim, pois conhece todos por lá e nunca teve nenhum problema com isso.
Ideologias políticas à parte, achei interessante o fato de o dono do bar poder expressar suas opiniões e preferências sem restrições, e imagino que todos que ali entram são recebidos com aquilo que a ele é dado: o respeito.



















































